Má avaliação na prescrição pode interferir no consumo de remédios
"O padrão de uso de medicamentos entre idosas com mais de 60 anos é bastante influenciado pela prescrição médica, e sua qualidade é prejudicada pela baixa seletividade do mercado farmacêutico", foi o que constatou a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) Suely Rosenfeld, no artigo Avaliação da qualidade do uso de medicamento em idosos, publicado no volume 33 da Revista de Saúde Pública. O estudo visou avaliar a qualidade do uso de medicamentos por meio da análise do padrão do uso, do grau de concordância com a lista de medicamentos essenciais, do valor terapêutico e das interações medicamentosas encontradas entre mulheres idosas.
De acordo com Suely, no trabalho optou-se por estudar o uso de medicamentos entre idosas que participam de atividades realizadas em um centro de convivência de idosos, a Universidade Aberta da Terceira Idade da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Unati/Uerj), com acesso à assistência médica e farmacêutica regular, inscritas nos arquivos da Unati entre 1992 e 1995. "Pretendeu-se avaliar a qualidade do uso de medicamentos nessa população por meio de indicadores capazes de identificar o padrão do uso, quantificar e analisar os medicamentos, as combinações em doses fixas, as redundâncias e as interações medicamentosas consideradas impróprias", apontou a autora.
A pesquisadora explicou que, para a realização do estudo, foram pesquisadas 634 mulheres que frequentavam a Unati. Os dados foram coletados por meio de questionários padronizados e testados. "As variáveis utilizadas foram relativas aos medicamentos e a seu modo de utilização. As unidades de análise foram o medicamento e o indivíduo", destaca. Segundo Suely, diferentes estudos de avaliação do uso de medicamentos constataram que, além da utilização de um grande número de especialidades farmacêuticas entre os idosos, há prevalência do uso de determinados grupos de medicamentos, como: analgésicos, anti-inflamatórios e psicotrópicos.
Para a autora, assim como o número de indivíduos idosos vem aumentando, o consumo de medicamentos por essa população acompanha essa tendência. Os idosos são, possivelmente, o grupo etário mais medicalizado na sociedade, devido ao aumento de prevalência de doenças crônicas com a idade. Suely expõe ainda que "os idosos chegam a constituir 50% dos multiusuários. É comum encontrar em suas prescrições dosagens e indicações inadequadas, interações medicamentosas, associações e redundância (uso de fármacos pertencentes a uma mesma classe terapêutica) e medicamentos sem valor terapêutico". Esses fatores podem gerar reações adversas aos medicamentos, algumas delas graves e fatais, alerta a pesquisadora.
Segundo Suely, o resultado encontrado apontou que das 634 mulheres estudadas, 9,1% não tomam qualquer tipo de medicamento. A média de medicamentos consumidos foi de 4,0 por mulher e, das 2.510 especialidades farmacêuticas citadas no estudo, há 538 princípios ativos diferentes. "Aproximadamente 26% dos medicamentos são concordantes com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), e 17% com as da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais. Aproximadamente 17% dos medicamentos são inadequados para uso. No que diz respeito a redundâncias, 14,1% das mulheres podem sofrer consequências decorrentes desse evento. Quanto às interações medicamentosos, 15,5% das entrevistas estão expostas a principais interações", constatou a pesquisadora.
Importância da prescrição médica na qualidade medicamentosa
O estudou revelou a importância de uma avaliação adequada no momento da prescrição, pois tais associações só tendem a aumentar a incidência de efeitos adversos. A prescrição médica é um dos fatores capazes de interferir na qualidade e na quantidade do consumo de medicamentos; o profissional de saúde responsável pela prescrição deve possuir e usar uma série de informações, como dose, custos, via de administração, efeitos adversos e eficácia, no momento de prescrever. A pesquisadora destacou ainda que "a indústria farmacêutica e seu marketing poderoso são responsáveis pela prescrição e consumo de medicamentos sem eficácia estabelecida e desvinculados da realidade nosológica da população".
De acordo com a autora, conclui-se que como a decisão médica a respeito dos medicamentos envolve, além dos fatores supracitados, as opções de medicamentos existentes no mercado, os organismos responsáveis pela aprovação de novos medicamentos devem assegurar a oferta de produtos seguros e eficazes já no registro. "A utilização de medicamentos genéricos deveria ser levada em conta por qualquer sociedade que desejasse vivenciar uma política racional de uso de medicamentos. A população e os profissionais de saúde devem exigir das autoridades sanitárias medidas concretas, no sentido de impedir, ou ao menos diminuir, a presença no mercado de produtos perigosos para a população", adverte Suely.
Para a pesquisadora, programas específicos de atenção ao idoso, como as universidades da terceira idade, podem ser importantes locais para realização de programas assistenciais, de educação continuada e de pesquisas, e também centros de referência de estudos e formação de recursos humanos. "Atividades educativas, tanto para os profissionais quanto para os alunos, podem ser realizadas buscando-se o aprimoramento do uso de fármacos pelos idosos. Tais informações poderiam ser transmitidas por meio de vídeos, palestras e cursos, com ênfase especial no papel que o farmacêutico pode desempenhar como educador", destacou Suely.
vidasimplesidoso
Quem de nós não sonha em ficar bem velhinho e cheio de saúde e de histórias para contar aos nossos netos?
Mas para que isso aconteça, de forma agradável, sem os percalços inerentes ao envelhecimento, devemos começar , desde já, a estudar o processo do envelhecimento para que possamos envelhecer melhor e cuidar melhos de nossos idosos. FAÇA UM CURSO PARA CAPACITAÇÃO EM CUIDADOR DE IDOSOS!
sábado, 20 de novembro de 2010
EXERCICIOS RESPIRATORIOS E ASMA NO IDOSO
Exercícios respiratórios ajudam a tratar idosos com asma.
Exercícios respiratórios são eficazes e podem atuar como aliados ao tratamento medicamentoso da asma na população idosa. De acordo com uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), idosos asmáticos que se submeteram a um programa regular de exercícios respiratórios — em geral deixados em segundo plano — apresentaram melhora no quadro clínico e na qualidade de vida.
O estudo Os efeitos de um programa de exercícios respiratórios para idosos asmáticos, de autoria de Ludmila Tais Yazbek Gomieiro, consiste basicamente em praticar a respiração diafragmática, com ênfase na parte baixa do diafragma, para que a respiração se dê de maneira mais correta: “No dia-a-dia não enchemos nem esvaziamos o pulmão o quanto deveríamos”, afirma. O programa de exercícios foi aplicado duas vezes por semana, em sessões de uma hora, durante quatro meses.
Os principais sintomas da asma — tosse, falta de ar e “aperto” no peito — se manifestam em crises desencadeadas, normalmente, por estímulos físicos, emocionais ou ambientais, como fumaça ou poeira. A limitação física de idosos, consequência natural da maior idade, facilita o desencadeamento desses sintomas, principalmente quando uma atividade física, ainda que diária, é realizada.
Além disso, o envelhecimento torna a parede torácica mais rígida e enfraquece os músculos respiratórios, entre eles o diafragma, o que reduz a capacidade de respirar. Assim, em função do medo da crise, a autoconfiança dos idosos diminui e isso tem influência negativa em sua vida social. “Eles ficam com medo de sair de casa, de passear com os netos, de viajar, pois acham que terão falta de ar ou uma crise e não terão como serem socorridos, pois estarão em ambientes desconhecidos”, explica a pesquisadora.
De acordo com o estudo, houve um aumento das pressões inspiratórias e expiratórias em decorrência do fortalecimento da musculatura, ou seja, o pulmão passou a esvaziar e a encher melhor. Isso diminuiu as limitações físicas dos pacientes. “Subir ladeiras e escadas, entrar no ônibus ou realizar atividades diárias tornou-se mais fácil”, descreve Ludmila. A necessidade do bronco-dilatador, conhecido por “bombinha”, também diminuiu, bem como a quantidade de falta de ar durante a noite. Em conjunto, esses resultados aumentaram a qualidade de vida dos idosos, que passaram a se sentir mais confiantes.
A pesquisa
No Brasil, o aumento da população com mais de 60 anos e a ausência de estudos sobre exercícios respiratórios como tratamento da asma para pessoas com essa faixa etária foram fatores que levaram Ludmila a pesquisar o tema. Entretanto, sua maior motivação foram as aulas de atividades físicas para asmáticos das quais participava. “Alguns alunos chegavam em crise leve e nós conseguíamos reverter o quadro só com os exercícios respiratórios.”
A maioria dos tratamentos deixa de lado os exercícios ou, quando os utilizam, fazem uso de aparelhos e válvulas inspiratórias, o que os torna menos acessíveis. O programa de exercícios desenvolvido por Ludmila não necessita de aparelhos e o paciente pode praticá-lo sem sair de casa. “Se a pessoa tiver disciplina e conseguir decorar o básico, é possível fazer sozinha.” Além disso, se praticados regularmente, podem ser coadjuvantes no tratamento da doença.
O estudo teve a orientação do prof. Pedro Francisco Giavina Bianchi Junior, do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da FMUSP.
Texto: Juliana Cruz
Fonte: Agência USP
Exercícios respiratórios são eficazes e podem atuar como aliados ao tratamento medicamentoso da asma na população idosa. De acordo com uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), idosos asmáticos que se submeteram a um programa regular de exercícios respiratórios — em geral deixados em segundo plano — apresentaram melhora no quadro clínico e na qualidade de vida.
O estudo Os efeitos de um programa de exercícios respiratórios para idosos asmáticos, de autoria de Ludmila Tais Yazbek Gomieiro, consiste basicamente em praticar a respiração diafragmática, com ênfase na parte baixa do diafragma, para que a respiração se dê de maneira mais correta: “No dia-a-dia não enchemos nem esvaziamos o pulmão o quanto deveríamos”, afirma. O programa de exercícios foi aplicado duas vezes por semana, em sessões de uma hora, durante quatro meses.
Os principais sintomas da asma — tosse, falta de ar e “aperto” no peito — se manifestam em crises desencadeadas, normalmente, por estímulos físicos, emocionais ou ambientais, como fumaça ou poeira. A limitação física de idosos, consequência natural da maior idade, facilita o desencadeamento desses sintomas, principalmente quando uma atividade física, ainda que diária, é realizada.
Além disso, o envelhecimento torna a parede torácica mais rígida e enfraquece os músculos respiratórios, entre eles o diafragma, o que reduz a capacidade de respirar. Assim, em função do medo da crise, a autoconfiança dos idosos diminui e isso tem influência negativa em sua vida social. “Eles ficam com medo de sair de casa, de passear com os netos, de viajar, pois acham que terão falta de ar ou uma crise e não terão como serem socorridos, pois estarão em ambientes desconhecidos”, explica a pesquisadora.
De acordo com o estudo, houve um aumento das pressões inspiratórias e expiratórias em decorrência do fortalecimento da musculatura, ou seja, o pulmão passou a esvaziar e a encher melhor. Isso diminuiu as limitações físicas dos pacientes. “Subir ladeiras e escadas, entrar no ônibus ou realizar atividades diárias tornou-se mais fácil”, descreve Ludmila. A necessidade do bronco-dilatador, conhecido por “bombinha”, também diminuiu, bem como a quantidade de falta de ar durante a noite. Em conjunto, esses resultados aumentaram a qualidade de vida dos idosos, que passaram a se sentir mais confiantes.
A pesquisa
No Brasil, o aumento da população com mais de 60 anos e a ausência de estudos sobre exercícios respiratórios como tratamento da asma para pessoas com essa faixa etária foram fatores que levaram Ludmila a pesquisar o tema. Entretanto, sua maior motivação foram as aulas de atividades físicas para asmáticos das quais participava. “Alguns alunos chegavam em crise leve e nós conseguíamos reverter o quadro só com os exercícios respiratórios.”
A maioria dos tratamentos deixa de lado os exercícios ou, quando os utilizam, fazem uso de aparelhos e válvulas inspiratórias, o que os torna menos acessíveis. O programa de exercícios desenvolvido por Ludmila não necessita de aparelhos e o paciente pode praticá-lo sem sair de casa. “Se a pessoa tiver disciplina e conseguir decorar o básico, é possível fazer sozinha.” Além disso, se praticados regularmente, podem ser coadjuvantes no tratamento da doença.
O estudo teve a orientação do prof. Pedro Francisco Giavina Bianchi Junior, do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da FMUSP.
Texto: Juliana Cruz
Fonte: Agência USP
CAPACIDADE MASTIGATÓRIA NO IDOSO
Idosos apresentam alta prevalência de capacidade mastigatória insatisfatória
Em estudo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, pesquisadores da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), no Rio Grande do Sul, analisaram as prevalências de capacidade mastigatória insatisfatória e fatores associados em 5.124 idosos moradores de 250 municípios brasileiros. A pesquisa concluiu que 49,7% dos consultados possuem problemas bucais que dificultam o ato de mastigar.
“Um dos fatores de diminuição da qualidade de vida e de saúde geral entre os idosos está intimamente relacionado com a possibilidade de ingestão de bons nutrientes que geralmente exigem a presença de dentes naturais sadios ou de próteses dentárias bem adaptadas”, explicam os pesquisadores. “As próteses, quando não estão em boas condições de funcionamento e trituração dos alimentos, acabam por mudar hábitos alimentares, tendo como consequência a depauperação orgânica com o aumento dos problemas digestivos decorrentes de uma apresentação inadequada do bolo alimentar em seu interior”.
Além disso, eles elucidam que a mudança para dietas pastosas para superar tais problemas bucais pode, ao contrário do que se imagina, agravar o estado nutricional dos idosos em médio prazo, no que se trata da absorção de nutrientes. “Enfatiza-se a necessidade de se ter uma dentição em perfeito funcionamento, em nome da ingestão de bons nutrientes, provindos de proteína animal, frutas e verduras, alimentos, estes, de difícil deglutição para pessoas com a capacidade mastigatória diminuída”, comentam os estudiosos.
No que se refere a idas ao dentista, 66,7% dos consultados relatou uma frequência de visita com periodicidade de três anos ou mais, 60,1% das pessoas não receberam orientações de como evitar problemas bucais, 69,4% apresentaram cáries não tratadas, 60,9% tinham perdas entre 28 a 32 dentes e 59,2% usavam próteses dentárias. “Por outro lado, a maioria não apresentava alterações de tecido mole (83,8%), nem doença periodontal severa (37,6%), tinha ausência de dor de dente nos últimos seis meses (77,1%) e não tinha necessidade de próteses (43,3%)”, afirmam os pesquisadores.
Com relação às variáveis demográficas, a análise apresentou diferenças estatisticamente significativas quanto à cor da pele, sendo que indivíduos de pele negra e parda mostraram as maiores prevalências. Quanto às variáveis socioeconômicas, a capacidade mastigatória insatisfatória aumentou de acordo com o menor grau de escolaridade. Os fatores sexo, idade e localização geográfica não estiveram associados à prevalência em questão.
Os resultados, de acordo com os pesquisadores, revelaram a associação de capacidade mastigatória insatisfatória com nível de renda familiar e utilização de serviços de saúde. “Devido ao aumento da expectativa de vida da população brasileira, tornam-se evidentes que melhores condições de acesso e tratamentos adequados a essa parcela da população se fazem necessários”, concluem os estudiosos no artigo.
Texto: Renata Moehlecke
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias
Em estudo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, pesquisadores da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), no Rio Grande do Sul, analisaram as prevalências de capacidade mastigatória insatisfatória e fatores associados em 5.124 idosos moradores de 250 municípios brasileiros. A pesquisa concluiu que 49,7% dos consultados possuem problemas bucais que dificultam o ato de mastigar.
“Um dos fatores de diminuição da qualidade de vida e de saúde geral entre os idosos está intimamente relacionado com a possibilidade de ingestão de bons nutrientes que geralmente exigem a presença de dentes naturais sadios ou de próteses dentárias bem adaptadas”, explicam os pesquisadores. “As próteses, quando não estão em boas condições de funcionamento e trituração dos alimentos, acabam por mudar hábitos alimentares, tendo como consequência a depauperação orgânica com o aumento dos problemas digestivos decorrentes de uma apresentação inadequada do bolo alimentar em seu interior”.
Além disso, eles elucidam que a mudança para dietas pastosas para superar tais problemas bucais pode, ao contrário do que se imagina, agravar o estado nutricional dos idosos em médio prazo, no que se trata da absorção de nutrientes. “Enfatiza-se a necessidade de se ter uma dentição em perfeito funcionamento, em nome da ingestão de bons nutrientes, provindos de proteína animal, frutas e verduras, alimentos, estes, de difícil deglutição para pessoas com a capacidade mastigatória diminuída”, comentam os estudiosos.
No que se refere a idas ao dentista, 66,7% dos consultados relatou uma frequência de visita com periodicidade de três anos ou mais, 60,1% das pessoas não receberam orientações de como evitar problemas bucais, 69,4% apresentaram cáries não tratadas, 60,9% tinham perdas entre 28 a 32 dentes e 59,2% usavam próteses dentárias. “Por outro lado, a maioria não apresentava alterações de tecido mole (83,8%), nem doença periodontal severa (37,6%), tinha ausência de dor de dente nos últimos seis meses (77,1%) e não tinha necessidade de próteses (43,3%)”, afirmam os pesquisadores.
Com relação às variáveis demográficas, a análise apresentou diferenças estatisticamente significativas quanto à cor da pele, sendo que indivíduos de pele negra e parda mostraram as maiores prevalências. Quanto às variáveis socioeconômicas, a capacidade mastigatória insatisfatória aumentou de acordo com o menor grau de escolaridade. Os fatores sexo, idade e localização geográfica não estiveram associados à prevalência em questão.
Os resultados, de acordo com os pesquisadores, revelaram a associação de capacidade mastigatória insatisfatória com nível de renda familiar e utilização de serviços de saúde. “Devido ao aumento da expectativa de vida da população brasileira, tornam-se evidentes que melhores condições de acesso e tratamentos adequados a essa parcela da população se fazem necessários”, concluem os estudiosos no artigo.
Texto: Renata Moehlecke
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias
Idosos pobres têm dificuldades de mastigação
De acordo com pesquisa publicada nos Cadernos de Saúde Pública, muitos idosos sofrem com problemas de mastigação - e esse quadro que pode estar diretamente relacionado com a baixa renda, não-assiduidade nos tratamentos dentários ou mesmo nunca ter ido ao dentista, ter cáries não-tratadas e possuir necessidade de prótese dentária. O trabalho é de Juvenal Soares Dias-da-Costa, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, e colegas, e foi publicado na edição de janeiro de 2010.
Segundo os autores, foram utilizados dados de estudo realizado pelo Ministério da Saúde, com a participação das secretarias estaduais e municipais de saúde, de universidades, do Conselho Federal de Odontologia e da Associação Brasileira de Odontologia. "O estudo foi realizado incluindo zonas urbanas e rurais de 250 municípios em todos os estados brasileiros durante os anos de 2002 e 2003", afirmam. Todos os dados, segundo o grupo, foram coletados nos domicílios dos participantes, através de exames dentários e de uma entrevista.
Os pesquisadores revelam que dos 5.124 idosos entrevistados, 2.546 disseram ter capacidade de mastigação insatisfatória. Quanto às variáveis socioeconômicas, eles declaram que "as prevalências de capacidade mastigatória insatisfatória aumentaram de acordo com a diminuição de renda. Indivíduos com menor escolaridade também apresentaram maior prevalência de capacidade mastigatória insatisfatória". Além disso, "a maioria dos entrevistados referiu: frequência de visita ao dentista com a periodicidade de 3 anos ou mais (66,7%), local de atendimento no sistema público (41,9%)" e "60,1% das pessoas não receberam orientações de como evitar problemas bucais, 69,4% apresentavam presença de cáries não tratadas, 60,9% tinham perdas entre 28 a 32 dentes e 59,2% usavam próteses dentárias totais. Por outro lado, a maioria não apresentava alterações de tecido mole (83,8%), nem doença periodontal severa (37,6%), tinha ausência de dor de dente nos últimos seis meses (77,1%) e não tinha necessidade de prótese (43,3%)".
Para Juvenal e colegas, o estudo "diagnosticou de forma rigorosa e consistente as condições de saúde bucal da população idosa, apontando para a necessidade da sua priorização e indo ao encontro da tendência da produção científica odontológica no Brasil". Eles acreditam que "com o aumento da expectativa de vida da população brasileira, tornam-se evidentes que melhores condições de acesso e tratamentos adequados a essa parcela da população se fazem necessários".
Fonte: Saúde em Movimento/Agência Notisa
De acordo com pesquisa publicada nos Cadernos de Saúde Pública, muitos idosos sofrem com problemas de mastigação - e esse quadro que pode estar diretamente relacionado com a baixa renda, não-assiduidade nos tratamentos dentários ou mesmo nunca ter ido ao dentista, ter cáries não-tratadas e possuir necessidade de prótese dentária. O trabalho é de Juvenal Soares Dias-da-Costa, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, e colegas, e foi publicado na edição de janeiro de 2010.
Segundo os autores, foram utilizados dados de estudo realizado pelo Ministério da Saúde, com a participação das secretarias estaduais e municipais de saúde, de universidades, do Conselho Federal de Odontologia e da Associação Brasileira de Odontologia. "O estudo foi realizado incluindo zonas urbanas e rurais de 250 municípios em todos os estados brasileiros durante os anos de 2002 e 2003", afirmam. Todos os dados, segundo o grupo, foram coletados nos domicílios dos participantes, através de exames dentários e de uma entrevista.
Os pesquisadores revelam que dos 5.124 idosos entrevistados, 2.546 disseram ter capacidade de mastigação insatisfatória. Quanto às variáveis socioeconômicas, eles declaram que "as prevalências de capacidade mastigatória insatisfatória aumentaram de acordo com a diminuição de renda. Indivíduos com menor escolaridade também apresentaram maior prevalência de capacidade mastigatória insatisfatória". Além disso, "a maioria dos entrevistados referiu: frequência de visita ao dentista com a periodicidade de 3 anos ou mais (66,7%), local de atendimento no sistema público (41,9%)" e "60,1% das pessoas não receberam orientações de como evitar problemas bucais, 69,4% apresentavam presença de cáries não tratadas, 60,9% tinham perdas entre 28 a 32 dentes e 59,2% usavam próteses dentárias totais. Por outro lado, a maioria não apresentava alterações de tecido mole (83,8%), nem doença periodontal severa (37,6%), tinha ausência de dor de dente nos últimos seis meses (77,1%) e não tinha necessidade de prótese (43,3%)".
Para Juvenal e colegas, o estudo "diagnosticou de forma rigorosa e consistente as condições de saúde bucal da população idosa, apontando para a necessidade da sua priorização e indo ao encontro da tendência da produção científica odontológica no Brasil". Eles acreditam que "com o aumento da expectativa de vida da população brasileira, tornam-se evidentes que melhores condições de acesso e tratamentos adequados a essa parcela da população se fazem necessários".
Fonte: Saúde em Movimento/Agência Notisa
VIAJAR DE AVIÃO FICOU MAIS EM CONTA PARA OS IDOSOS, DESDE SETEMBRO DE 2010.
Idosos viajarão com desconto pela Trip
Tags: TAM Trip
A partir do dia 26 de setembro, pessoas com mais de 60 anos poderão viajar mais por todo o País. A TRIP Linhas Aéreas é a primeira companhia aérea a aderir ao programa ‘Viaja Mais Melhor Idade’, do Ministério do Turismo, com descontos em passagens aéreas para os mais de 70 destinos onde atua. O objetivo do Governo Federal é fortalecer o turismo e contribuir para a qualidade de vida do idoso.
O desconto concedido pela TRIP Linhas Aéreas é de 35% sobre qualquer tarifa disponível no site (www.trip.com.br), para qualquer destino operado exclusivamente pela empresa, e está disponível para todas as épocas do ano: média ou alta temporada. Os interessados devem comprar as passagens pelo site www.viajamais.com.br, a partir da data do início do programa.
“A TRIP acredita que as pessoas na melhor idade merecem facilidades para aproveitar ainda mais essa fase da vida, por isso, foi pioneira na adesão do programa ’Viaja Mais Melhor Idade’. Além disso, a TRIP é a companhia aérea que voa para o maior número de cidades no País e está em nossa missão trabalhar pela expansão do turismo brasileiro”, afirma Evaristo Mascarenhas de Paula, diretor de Marketing e Vendas da empresa.
A parceria da TRIP e do Ministério do Turismo também visa desenvolver o turismo e agora, também, o mercado de aviação no Brasil. Desde a criação do programa em 2007, o ‘Viaja Mais Melhor Idade’ já vendeu mais de 482 mil pacotes turísticos. Atualmente, o programa oferece desconto de 50% nas diárias de dois mil hotéis em todo país durante a baixa ocupação.
De acordo com a coordenadora-geral de Apoio à Comercialização do MTur, Jurema Monteiro, ‘a parceria é uma oportunidade para diversificar os produtos oferecidos pelo Viaja Mais e contribuir para manter o mercado interno aquecido durante o ano’.
Os descontos não são aplicados para trechos em voos compartilhados com a TAM Linhas Aéreas. Para embarque é obrigatório a apresentação de documentação original contendo foto. Caso o passageiro que efetue compra de passagens e não tenha 60 anos ou mais, não poderá realizar o embarque, gerando assim taxas, caso queira remarcar ou reemitir de acordo com o Perfil Tarifário.
Tags: TAM Trip
A partir do dia 26 de setembro, pessoas com mais de 60 anos poderão viajar mais por todo o País. A TRIP Linhas Aéreas é a primeira companhia aérea a aderir ao programa ‘Viaja Mais Melhor Idade’, do Ministério do Turismo, com descontos em passagens aéreas para os mais de 70 destinos onde atua. O objetivo do Governo Federal é fortalecer o turismo e contribuir para a qualidade de vida do idoso.
O desconto concedido pela TRIP Linhas Aéreas é de 35% sobre qualquer tarifa disponível no site (www.trip.com.br), para qualquer destino operado exclusivamente pela empresa, e está disponível para todas as épocas do ano: média ou alta temporada. Os interessados devem comprar as passagens pelo site www.viajamais.com.br, a partir da data do início do programa.
“A TRIP acredita que as pessoas na melhor idade merecem facilidades para aproveitar ainda mais essa fase da vida, por isso, foi pioneira na adesão do programa ’Viaja Mais Melhor Idade’. Além disso, a TRIP é a companhia aérea que voa para o maior número de cidades no País e está em nossa missão trabalhar pela expansão do turismo brasileiro”, afirma Evaristo Mascarenhas de Paula, diretor de Marketing e Vendas da empresa.
A parceria da TRIP e do Ministério do Turismo também visa desenvolver o turismo e agora, também, o mercado de aviação no Brasil. Desde a criação do programa em 2007, o ‘Viaja Mais Melhor Idade’ já vendeu mais de 482 mil pacotes turísticos. Atualmente, o programa oferece desconto de 50% nas diárias de dois mil hotéis em todo país durante a baixa ocupação.
De acordo com a coordenadora-geral de Apoio à Comercialização do MTur, Jurema Monteiro, ‘a parceria é uma oportunidade para diversificar os produtos oferecidos pelo Viaja Mais e contribuir para manter o mercado interno aquecido durante o ano’.
Os descontos não são aplicados para trechos em voos compartilhados com a TAM Linhas Aéreas. Para embarque é obrigatório a apresentação de documentação original contendo foto. Caso o passageiro que efetue compra de passagens e não tenha 60 anos ou mais, não poderá realizar o embarque, gerando assim taxas, caso queira remarcar ou reemitir de acordo com o Perfil Tarifário.
MANTER OBJETIVOS DE VIDA CONTRIBUI PARA UMA VELHICE SAUDÁVEL.
Manter objetivos de vida contribui para uma velhice saudável
Velhinhos jogando dominó nas praças ou senhoras fazendo tricô enquanto assistem à novela. Por muitos anos essas imagens eram referências ao se falar em aposentados. Contudo, essas cenas estão ficando no passado, dando lugar a idosos com uma agenda movimentada, que contempla a academia, viagens, entre outras atividades. A rotina agitada propicia motivação e, principalmente, uma velhice mais saudável, é o que garantem os profissionais de saúde especializados em gerontologia.
A fisioterapeuta gerontóloga Cristina Ribeiro explica que com o aumento da expectativa de vida e os avanços da ciência - que possibilitam qualidade de vida - não cabe mais pensar apenas na figura da "vovozinha" sentado numa cadeira acompanhando passivamente o passar dos dias. "Os idosos querem e podem ter uma rotina produtiva e animada. A postura pró-ativa nesse estágio de vida, especialmente após a aposentadoria é questão de saúde", reconhece a especialista.
Segundo ela, estabelecer projetos e desafios a serem conquistados é motivador e traz benefícios psicológicos e físicos porque levam as pessoas com mais idade a continuarem ativas como agentes sociais.
Segundo o Ministério da Saúde, até o ano de 2050, o Brasil terá 63 milhões de idosos. Prevendo esse novo cenário populacional, o governo já discute a reformulação das políticas públicas relacionadas à área da Previdência e da Saúde. No cotidiano das pessoas idosas uma nova forma de vivenciar essa etapa da vida também é cada vez mais evidente.
Aposentadoria
O processo de aposentadoria, por exemplo, está passando por adaptações. Algumas empresas desenvolvem programas específicos para preparar os empregados para o momento de se desligar do trabalho. "A preparação é fundamental, imagina a mudança na vida das pessoas que por décadas trabalharam oito horas por dia e, de repente, perdem essa ocupação", exalta Cristina. Se elas tiverem projetos de vida estabelecidos, essa transição estará prevista e não representará um problema, e sim uma nova fase da vida. Não raro, as pessoas que se aposentam sem a devida preparação desenvolvem problemas psicológicos - como depressão - e até físicos, pela mudança no ritmo de vida, resultando em sedentarismo e as patologias decorrentes da falta de atividade física.
Por conta disso, é cada vez mais comum as pessoas se dedicarem a uma nova profissão quando se aposentam. Na maioria das vezes, não é visando ganhos financeiros, mas a realização de um antigo desejo ou para aproveitar o tempo, que agora está com menos atividades e mais disponível. O publicitário Vilmar Machado, por exemplo, já sabe qual será seu passatempo na aposentadoria. "Como não dá pra viver de arte nesse país, tive que abdicar da minha paixão pela pintura, mas quando me aposentar, voltarei a exercer esse ofício que tanto gosto", planeja.
Prática de atividades físicas, alimentação balanceada e atenção com detalhes da rotina e as limitações naturais da idade são alguns dos cuidados importantes com os idosos. Os profissionais da gerontologia, que cuidam justamente de todos os aspectos envolvidos no processo de envelhecimento - sociais, culturais e biológicos - defendem o acréscimo nessa lista de "projetos e objetivos de vida", esteja a pessoa com 10, 40 ou 100 anos. "Os idosos que têm projetos de vidas, a curto ou médio prazo, mesmo sendo coisas simples, como a meta de voltar a andar ou de fazer atividades cotidianas de forma independente (ir à padaria ou sacar sua aposentadoria sozinhos, por exemplo) respondem melhor ao tratamento", constata a fisioterapeuta. Para ela, é visível a diferença, além da motivação por continuar produzindo e se relacionando ativamente com o mundo e as pessoas.
Velhinhos jogando dominó nas praças ou senhoras fazendo tricô enquanto assistem à novela. Por muitos anos essas imagens eram referências ao se falar em aposentados. Contudo, essas cenas estão ficando no passado, dando lugar a idosos com uma agenda movimentada, que contempla a academia, viagens, entre outras atividades. A rotina agitada propicia motivação e, principalmente, uma velhice mais saudável, é o que garantem os profissionais de saúde especializados em gerontologia.
A fisioterapeuta gerontóloga Cristina Ribeiro explica que com o aumento da expectativa de vida e os avanços da ciência - que possibilitam qualidade de vida - não cabe mais pensar apenas na figura da "vovozinha" sentado numa cadeira acompanhando passivamente o passar dos dias. "Os idosos querem e podem ter uma rotina produtiva e animada. A postura pró-ativa nesse estágio de vida, especialmente após a aposentadoria é questão de saúde", reconhece a especialista.
Segundo ela, estabelecer projetos e desafios a serem conquistados é motivador e traz benefícios psicológicos e físicos porque levam as pessoas com mais idade a continuarem ativas como agentes sociais.
Segundo o Ministério da Saúde, até o ano de 2050, o Brasil terá 63 milhões de idosos. Prevendo esse novo cenário populacional, o governo já discute a reformulação das políticas públicas relacionadas à área da Previdência e da Saúde. No cotidiano das pessoas idosas uma nova forma de vivenciar essa etapa da vida também é cada vez mais evidente.
Aposentadoria
O processo de aposentadoria, por exemplo, está passando por adaptações. Algumas empresas desenvolvem programas específicos para preparar os empregados para o momento de se desligar do trabalho. "A preparação é fundamental, imagina a mudança na vida das pessoas que por décadas trabalharam oito horas por dia e, de repente, perdem essa ocupação", exalta Cristina. Se elas tiverem projetos de vida estabelecidos, essa transição estará prevista e não representará um problema, e sim uma nova fase da vida. Não raro, as pessoas que se aposentam sem a devida preparação desenvolvem problemas psicológicos - como depressão - e até físicos, pela mudança no ritmo de vida, resultando em sedentarismo e as patologias decorrentes da falta de atividade física.
Por conta disso, é cada vez mais comum as pessoas se dedicarem a uma nova profissão quando se aposentam. Na maioria das vezes, não é visando ganhos financeiros, mas a realização de um antigo desejo ou para aproveitar o tempo, que agora está com menos atividades e mais disponível. O publicitário Vilmar Machado, por exemplo, já sabe qual será seu passatempo na aposentadoria. "Como não dá pra viver de arte nesse país, tive que abdicar da minha paixão pela pintura, mas quando me aposentar, voltarei a exercer esse ofício que tanto gosto", planeja.
Prática de atividades físicas, alimentação balanceada e atenção com detalhes da rotina e as limitações naturais da idade são alguns dos cuidados importantes com os idosos. Os profissionais da gerontologia, que cuidam justamente de todos os aspectos envolvidos no processo de envelhecimento - sociais, culturais e biológicos - defendem o acréscimo nessa lista de "projetos e objetivos de vida", esteja a pessoa com 10, 40 ou 100 anos. "Os idosos que têm projetos de vidas, a curto ou médio prazo, mesmo sendo coisas simples, como a meta de voltar a andar ou de fazer atividades cotidianas de forma independente (ir à padaria ou sacar sua aposentadoria sozinhos, por exemplo) respondem melhor ao tratamento", constata a fisioterapeuta. Para ela, é visível a diferença, além da motivação por continuar produzindo e se relacionando ativamente com o mundo e as pessoas.
PIADA KKKKK
Piadas - Lar do idosos13
Nov às 16h51 - 13/11/2010o sujeito bate na porta de uma casa e, assim que um homem abre, ele diz:
— O senhor poderia contribuir com o Lar dos Idosos?
— É claro! Espere um pouco que eu vou buscar a minha sogra!
Nov às 16h51 - 13/11/2010o sujeito bate na porta de uma casa e, assim que um homem abre, ele diz:
— O senhor poderia contribuir com o Lar dos Idosos?
— É claro! Espere um pouco que eu vou buscar a minha sogra!
envelhecimento da população - exigências
As exigências do envelhecimento da população
Dilceu Sperafico
A população brasileira está envelhecendo com a pressa da juventude. Depois de ser conhecido como o país do futuro, devido à predominância da infância entre seus habitantes, a partir de 2035 o Brasil terá mais idosos do que crianças e adolescentes. Em 2050, a idade média da população será de 46,2 anos. Em 1980 era de 20,2 anos. Por incrível que possa parecer, na década de 40 eram raros os brasileiros que passavam dos 50 anos de idade, pois a expectativa de vida era de apenas 45,5 anos.
Menos de 70 anos depois, com avanços da medicina e melhorias das condições de vida, o índice chegou à média de 72,8 anos. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no início de dezembro de 2009, a elevação da expectativa de vida desde os anos 40 superou os 27 anos e somente nos últimos 10 anos avançou 3,2 anos.
Desde 1999, o órgão divulga anualmente a relatório sobre mortalidade da população, cumprindo o Decreto Federal 3.266. Os dados relativos a 1.º de julho do ano anterior, por sinal, são utilizados pela Previdência Social como parâmetros do fator previdenciário, observado na concessão de aposentadorias.
Segundo o último levantamento, em 1998 o brasileiro vivia em média 69,66 anos. Em 2008, as mulheres viviam 76,71 e os homens 69,11 anos. A projeção de especialistas é de que em 2050 chegue aos 81,29 anos.
Por isso, não demorará muito para que os idosos tenham maior participação na sociedade do que jovens. As crianças de zero a 14 anos, que eram 38,24% da população em 1980, são agora 26,04%. Enquanto isso, os maiores de 65 anos passaram de 4,01% para 6,67% no mesmo período. Em 2050, os jovens serão 13,15% e os idosos 22,71% da população total.
A mudança se deve à queda da taxa de natalidade, que caiu de 3,04% em 1950, para 1,64% em 2000, reduzindo na mesma proporção o crescimento da população brasileira. Conforme o levantamento, até 1960 a taxa de fecundidade superava seis filhos por mulher, caindo para 1,86 menos de 50 anos depois.
Por isso, nem mesmo a melhoria da qualidade de vida da população elevou o nível de reposição das gerações. Na última década, a mortalidade infantil caiu 30% no Brasil, reduzindo em 200 mil, o número de óbitos de crianças.
Entre 1970 e 2008, o índice de crianças mortas antes de completar um ano de vida caiu de 100 para 23,30 por mil nascidas vivas. Em países desenvolvidos, a taxa é inferior a 10. Além disso, a mortalidade na juventude também continua elevada no País.
De 1998 a 2008, mais de 272 mil jovens de 15 a 24 anos morreram por causas externas no Brasil, o que representa a média de 68 óbitos diários. Conforme especialistas, sendo mantidas as atuais tendências e parâmetros da projeção da população, o Brasil segue rapidamente para um perfil demográfico cada vez mais envelhecido, o que exigirá muito de governantes e da sociedade.
O fenômeno exigirá de governantes e legisladores adequações da legislação e de políticas sociais, especialmente daquelas voltadas às crescentes demandas nas áreas da saúde, previdência e assistência social, de parte da população idosa.
Da mesma forma, implicará na adaptação das próprias famílias, das residências e das cidades, para o atendimento das necessidades e expectativas dos nossos queridos idosos, pois precisamos zelar cada vez mais e melhor e usufruir da sabedoria de nossos pais, avós e bisavós.
Dilceu Sperafico
A população brasileira está envelhecendo com a pressa da juventude. Depois de ser conhecido como o país do futuro, devido à predominância da infância entre seus habitantes, a partir de 2035 o Brasil terá mais idosos do que crianças e adolescentes. Em 2050, a idade média da população será de 46,2 anos. Em 1980 era de 20,2 anos. Por incrível que possa parecer, na década de 40 eram raros os brasileiros que passavam dos 50 anos de idade, pois a expectativa de vida era de apenas 45,5 anos.
Menos de 70 anos depois, com avanços da medicina e melhorias das condições de vida, o índice chegou à média de 72,8 anos. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no início de dezembro de 2009, a elevação da expectativa de vida desde os anos 40 superou os 27 anos e somente nos últimos 10 anos avançou 3,2 anos.
Desde 1999, o órgão divulga anualmente a relatório sobre mortalidade da população, cumprindo o Decreto Federal 3.266. Os dados relativos a 1.º de julho do ano anterior, por sinal, são utilizados pela Previdência Social como parâmetros do fator previdenciário, observado na concessão de aposentadorias.
Segundo o último levantamento, em 1998 o brasileiro vivia em média 69,66 anos. Em 2008, as mulheres viviam 76,71 e os homens 69,11 anos. A projeção de especialistas é de que em 2050 chegue aos 81,29 anos.
Por isso, não demorará muito para que os idosos tenham maior participação na sociedade do que jovens. As crianças de zero a 14 anos, que eram 38,24% da população em 1980, são agora 26,04%. Enquanto isso, os maiores de 65 anos passaram de 4,01% para 6,67% no mesmo período. Em 2050, os jovens serão 13,15% e os idosos 22,71% da população total.
A mudança se deve à queda da taxa de natalidade, que caiu de 3,04% em 1950, para 1,64% em 2000, reduzindo na mesma proporção o crescimento da população brasileira. Conforme o levantamento, até 1960 a taxa de fecundidade superava seis filhos por mulher, caindo para 1,86 menos de 50 anos depois.
Por isso, nem mesmo a melhoria da qualidade de vida da população elevou o nível de reposição das gerações. Na última década, a mortalidade infantil caiu 30% no Brasil, reduzindo em 200 mil, o número de óbitos de crianças.
Entre 1970 e 2008, o índice de crianças mortas antes de completar um ano de vida caiu de 100 para 23,30 por mil nascidas vivas. Em países desenvolvidos, a taxa é inferior a 10. Além disso, a mortalidade na juventude também continua elevada no País.
De 1998 a 2008, mais de 272 mil jovens de 15 a 24 anos morreram por causas externas no Brasil, o que representa a média de 68 óbitos diários. Conforme especialistas, sendo mantidas as atuais tendências e parâmetros da projeção da população, o Brasil segue rapidamente para um perfil demográfico cada vez mais envelhecido, o que exigirá muito de governantes e da sociedade.
O fenômeno exigirá de governantes e legisladores adequações da legislação e de políticas sociais, especialmente daquelas voltadas às crescentes demandas nas áreas da saúde, previdência e assistência social, de parte da população idosa.
Da mesma forma, implicará na adaptação das próprias famílias, das residências e das cidades, para o atendimento das necessidades e expectativas dos nossos queridos idosos, pois precisamos zelar cada vez mais e melhor e usufruir da sabedoria de nossos pais, avós e bisavós.
COTAS PARA IDOSOS EM CONCURSOS PÚBLICOS, SERÁ?????
Enquete: Você concorda com cotas para idosos em concursos públicos
Foi publicado nesta segunda-feira (20/09) a tramitação do Projeto de Lei 60/09 do senador Antônio Carlos Valadares que altera o Estatuto do Idoso e reserva até 5% das vagas em concurso para pessoas com mais de 60 anos. Você, concurseiro, concorda com essa medida??
Dê sua opinião votando em nossa enquete até 28 de setembro ao meio dia. O resultado será divulgado no mesmo dia.
Foi publicado nesta segunda-feira (20/09) a tramitação do Projeto de Lei 60/09 do senador Antônio Carlos Valadares que altera o Estatuto do Idoso e reserva até 5% das vagas em concurso para pessoas com mais de 60 anos. Você, concurseiro, concorda com essa medida??
Dê sua opinião votando em nossa enquete até 28 de setembro ao meio dia. O resultado será divulgado no mesmo dia.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Publicado em 19/10/2009 em Envelhecimento
Seja o primeiro a comentar!
Profa. Gizele Monteiro
A redução da Flexibilidade (amplitude de movimento-ADM) no processo de envelhecimento é multifatorial. Devem-se levar em consideração, os processos degenerativos, sejam eles discais, ósseos e/ou ligamentares, além de encurtamentos musculares e desuso. Com o envelhecimento a estrutura dos discos intervertebrais se degenera e, conseqüentemente, o conteúdo médio de fluido e a altura média do disco diminuem. Esta diminuição da altura faz com que as vértebras fiquem mais próximas alterando as relações biomecânicas dessas articulações.
A maior proximidade das vértebras produz um aumento da compressão que será aplicada às superfícies articulares. Esse é apenas um dos diversos fatores que por si só já explicariam a restrição da ADM em idosos.
As articulações tornam-se menos estáveis e menos móveis com o aumento da idade, e os componentes articulares (cartilagem, ligamentos, tendões e líquido sinovial) apresentam mudanças estruturais e funcionais durante o processo de envelhecimento. Estas alterações incluem o aumento no número de cross-links no colágeno e elastina, espessamento da membrana basal e mudanças na concentração do ácido hialurônico, que irão alterar a atividade metabólica e aumentar a resistência dos tecidos conectivos. O resultado final é rigidez tecidual e menor flexibilidade articular.
Geralmente, com a idade, a membrana sinovial torna-se mais fibrosa e o líquido sinovial apresenta evidências de um decréscimo na viscosidade. Normalmente o ácido hialurônico auxilia na regulação da viscosidade dos tecidos.
Com isso, reduções na secreção de ácido hialurônico devem diminuir a eficácia dos movimentos articulares e diminuir a flexibilidade articular. Além disso, a produção de ácido hialurônico é aumentada com o exercício; dessa forma, um decréscimo na atividade afetará negativamente a produção de ácido hialurônico, gerando restrições teciduais e diminuição da mobilidade.
O estudo de Carvalho et al (2006) que avaliou 40 idosos assintomáticos com idade entre 60-75 anos, subdivididos pelo seu respectivo nível de aptidão física não observou diferenças na flexibilidade (ADM) para os movimentos de flexão e extensão. Porém para os movimentos de flexão lateral direita e esquerda e rotação direita e esquerda apresentaram os valores de amplitude diminuidos quando houve a comparação entre os grupos “praticantes de atividade física” e “sedentários”.
Esse resultado demonstra que o nível de atividade física pode ser um fator benéfico na preservação da flexibilidade em idosos.
Sugestão para emagrecer
Publicado em 05/10/2009 em Nutrição
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Grupos Especiais – Obesidade e Sobrepeso
Dieta a dois
Você e seu namorado 8 kg mais magros
Shâmia Salem
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Profa. Gizele Monteiro
A redução da Flexibilidade (amplitude de movimento-ADM) no processo de envelhecimento é multifatorial. Devem-se levar em consideração, os processos degenerativos, sejam eles discais, ósseos e/ou ligamentares, além de encurtamentos musculares e desuso. Com o envelhecimento a estrutura dos discos intervertebrais se degenera e, conseqüentemente, o conteúdo médio de fluido e a altura média do disco diminuem. Esta diminuição da altura faz com que as vértebras fiquem mais próximas alterando as relações biomecânicas dessas articulações.
A maior proximidade das vértebras produz um aumento da compressão que será aplicada às superfícies articulares. Esse é apenas um dos diversos fatores que por si só já explicariam a restrição da ADM em idosos.
As articulações tornam-se menos estáveis e menos móveis com o aumento da idade, e os componentes articulares (cartilagem, ligamentos, tendões e líquido sinovial) apresentam mudanças estruturais e funcionais durante o processo de envelhecimento. Estas alterações incluem o aumento no número de cross-links no colágeno e elastina, espessamento da membrana basal e mudanças na concentração do ácido hialurônico, que irão alterar a atividade metabólica e aumentar a resistência dos tecidos conectivos. O resultado final é rigidez tecidual e menor flexibilidade articular.
Geralmente, com a idade, a membrana sinovial torna-se mais fibrosa e o líquido sinovial apresenta evidências de um decréscimo na viscosidade. Normalmente o ácido hialurônico auxilia na regulação da viscosidade dos tecidos.
Com isso, reduções na secreção de ácido hialurônico devem diminuir a eficácia dos movimentos articulares e diminuir a flexibilidade articular. Além disso, a produção de ácido hialurônico é aumentada com o exercício; dessa forma, um decréscimo na atividade afetará negativamente a produção de ácido hialurônico, gerando restrições teciduais e diminuição da mobilidade.
O estudo de Carvalho et al (2006) que avaliou 40 idosos assintomáticos com idade entre 60-75 anos, subdivididos pelo seu respectivo nível de aptidão física não observou diferenças na flexibilidade (ADM) para os movimentos de flexão e extensão. Porém para os movimentos de flexão lateral direita e esquerda e rotação direita e esquerda apresentaram os valores de amplitude diminuidos quando houve a comparação entre os grupos “praticantes de atividade física” e “sedentários”.
Esse resultado demonstra que o nível de atividade física pode ser um fator benéfico na preservação da flexibilidade em idosos.
Sugestão para emagrecer
Publicado em 05/10/2009 em Nutrição
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Grupos Especiais – Obesidade e Sobrepeso
Dieta a dois
Você e seu namorado 8 kg mais magros
Shâmia Salem
Esta é a oportunidade de ser um Personal Trainer diferenciado – Prescrição de Exercício para Grupos Especiais
Publicado em 24/10/2009 em Cardiopatia, Diabetes, Envelhecimento, Hipertensão, Lesões, Obesidade, Personal Training
1 Comentário. Comente mais!
Por Equipe Mais Vida
Você sabia que prescrever exercícios para grupos especiais como cardiopatas, diabéticos, obesos e lesionados músculo-esqueléticos é uma tarefa que exige conhecimentos específicos e cuidados especias? Em razão disso e de ser uma população que cresce a cada dia em nossa sociedade foi criado o Método Mais Vida®.
O Método Mais Vida® é um sistema estruturado pelo conhecimento teórico-prático e competências, para capacitação e gestão profissional, implantação de programa de treinamento personalizado (Personal Training) nos locais credenciados.
Para isso desenvolvemos um curso de certificação prescrição de exercícios personalizados para diversos perfis de clientes entre eles obesos, diabéticos, cardiopatas, idosos e portadores de lesão músculo-esquelética.
Curso para Certificação
• Curso de capacitação com corpo docente altamente qualificado, mestres e doutores com grande experiência em prescrição de exercícios personalizados
• Conteúdo aprofundado que fará a diferença (40% teórico e 60% prático)
• Interação online através de fóruns de discussão
• Avaliação teórica e prática ao final de cada módulo como critério de aprovação
Além da certificação, Método Mais Vida® também realiza a gestão dos profissionais.
Gestão de Carreira Profissional
• Participação de uma equipe qualificada com o agenciamento para os pontos de atendimento com o Método Mais Vida®.
• Gerenciamento constante da carreira do profissional e empregabilidade
• Plano de carreira e planejamento para se tornar um palestrante, coordenador e gestor em clínicas, academias e locais onde o Método Mais Vida®for implantado.
Mais informações acesse: Currso para certificação
Casos de anorexia entre idosas quase triplicam na Europa
Publicado em 23/10/2009 em Envelhecimento, Nutrição, Saúde
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Profa. Ms Gizele Monteiro
Os transtornos alimentares tão discutidos hoje afetam também os idosos. Vale a pena conferir a matéria publicada pela Folha On line. O exercício é uma forma eficaz de manter não só a saúde do idoso, mas também entra como uma atividade na vida desse idoso trazendo também a socialização. Procure o atendimento e a orientação do Método Mais Vida®.
Por Anelise Infante - de Madri para a BBC Brasil
Um estudo médico espanhol constatou que, em uma década, os casos de anorexia quase triplicaram entre a população europeia com mais de 65 anos.
O estudo apresentado no 9º Congresso Nacional de Organizações de Idosos da Espanha diz que o índice de mulheres europeias com mais de 60 anos com anorexia passou de 1,8% a 5% nos últimos 10 anos.
O aumento é similar ao da população adolescente. Os casos detectados de jovens entre 13 e 18 anos com anorexia e bulimia subiram de 2,4% para 7% na década.
“São transtornos próprios da civilização que vivemos e os idosos estão expostos às mesmas situações que outros grupos com bombardeios de publicidade e pressão social”, disse à BBC Brasil a diretora da Unidade de Transtornos Alimentares do Hospital de Alicante, Taciana Valderde, uma das autoras do estudo.
“Cada vez há mais pessoas idosas socialmente ativas. A expectativa de vida aumentou e há uma melhora significativa da qualidade de vida, mas também vemos uma grande dificuldade de aceitação de certas limitações e da deterioração da aparência, o que dá origem a estes graves desajustes emocionais.”
Pressão e solidão
Os especialistas espanhóis indicam várias razões para o problema entre idosos, entre elas a pressão social por se manter eternamente jovem dentro dos padrões de beleza impostos pela moda, a a solidão, o estresse e a tendência a sofrer doenças degenerativas.
Segundo o estudo distribuído a cinco mil especialistas no Congresso que se reúne esta semana em Sevilha, 70% das mulheres europeias com mais de 65 anos se sentem descontentes com seu aspecto físico e estariam dispostas a fazer sacrifícios para melhorar.
Este caminho pela melhoria física é entendido como uma tentativa de se voltar atrás no tempo e recuperar a beleza de décadas passada ou permanecer eternamente jovem.
Para os médicos, as frustrações produzem depressões que podem acabar em perda de apetite ou compulsão alimentar.
Quando vivem sozinhos, segundo os especialistas, a vulnerabilidade é maior. O falecimento do cônjuge, a distância dos filhos e o início dos processos degenerativos podem facilitar o surgimento de transtornos alimentares.
“Quando você abre a sua geladeira e só encontra um pedacinho de queijo e dois ovos, aí está aparecendo o problema”, disse à BBC Brasil a nutricionista Teresa Añón, diretora do Instituto de Medicina Avançada de Valencia e participante do congresso de Sevilha.
Homens
A nutricionista afirmou que tratar o transtorno alimentar dos mais velhos é mais difícil do que o dos jovens por causa das doenças associadas ao envelhecimento.
Segundo o estudo, o número de casos de transtornos alimentares entre as mulheres é maior que nos homens, mas a diferença está diminuindo principalmente pelo aumento da incidência de casos entre homens gays.
Considerando as previsões demográficas da ONU que indicam que a Espanha será o país mais velho do mundo em 2050, o presidente da Confederação Espanhola de Organizações de Idosos e do Congresso de Sevilha, José Luis Méler, disse à BBC Brasil que “o mundo precisa de uma cultura de envelhecimento”.
“Porque chegar a idades avançadas ativo e com saúde é um privilégio. Por isso o lema deste congresso é a ‘arte de envelhecer’. Entendemos que viver a passagem do tempo de uma maneira positiva é uma ferramenta fundamental”.
Publicado em 24/10/2009 em Cardiopatia, Diabetes, Envelhecimento, Hipertensão, Lesões, Obesidade, Personal Training
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Por Equipe Mais Vida
Você sabia que prescrever exercícios para grupos especiais como cardiopatas, diabéticos, obesos e lesionados músculo-esqueléticos é uma tarefa que exige conhecimentos específicos e cuidados especias? Em razão disso e de ser uma população que cresce a cada dia em nossa sociedade foi criado o Método Mais Vida®.
O Método Mais Vida® é um sistema estruturado pelo conhecimento teórico-prático e competências, para capacitação e gestão profissional, implantação de programa de treinamento personalizado (Personal Training) nos locais credenciados.
Para isso desenvolvemos um curso de certificação prescrição de exercícios personalizados para diversos perfis de clientes entre eles obesos, diabéticos, cardiopatas, idosos e portadores de lesão músculo-esquelética.
Curso para Certificação
• Curso de capacitação com corpo docente altamente qualificado, mestres e doutores com grande experiência em prescrição de exercícios personalizados
• Conteúdo aprofundado que fará a diferença (40% teórico e 60% prático)
• Interação online através de fóruns de discussão
• Avaliação teórica e prática ao final de cada módulo como critério de aprovação
Além da certificação, Método Mais Vida® também realiza a gestão dos profissionais.
Gestão de Carreira Profissional
• Participação de uma equipe qualificada com o agenciamento para os pontos de atendimento com o Método Mais Vida®.
• Gerenciamento constante da carreira do profissional e empregabilidade
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Mais informações acesse: Currso para certificação
Casos de anorexia entre idosas quase triplicam na Europa
Publicado em 23/10/2009 em Envelhecimento, Nutrição, Saúde
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Profa. Ms Gizele Monteiro
Os transtornos alimentares tão discutidos hoje afetam também os idosos. Vale a pena conferir a matéria publicada pela Folha On line. O exercício é uma forma eficaz de manter não só a saúde do idoso, mas também entra como uma atividade na vida desse idoso trazendo também a socialização. Procure o atendimento e a orientação do Método Mais Vida®.
Por Anelise Infante - de Madri para a BBC Brasil
Um estudo médico espanhol constatou que, em uma década, os casos de anorexia quase triplicaram entre a população europeia com mais de 65 anos.
O estudo apresentado no 9º Congresso Nacional de Organizações de Idosos da Espanha diz que o índice de mulheres europeias com mais de 60 anos com anorexia passou de 1,8% a 5% nos últimos 10 anos.
O aumento é similar ao da população adolescente. Os casos detectados de jovens entre 13 e 18 anos com anorexia e bulimia subiram de 2,4% para 7% na década.
“São transtornos próprios da civilização que vivemos e os idosos estão expostos às mesmas situações que outros grupos com bombardeios de publicidade e pressão social”, disse à BBC Brasil a diretora da Unidade de Transtornos Alimentares do Hospital de Alicante, Taciana Valderde, uma das autoras do estudo.
“Cada vez há mais pessoas idosas socialmente ativas. A expectativa de vida aumentou e há uma melhora significativa da qualidade de vida, mas também vemos uma grande dificuldade de aceitação de certas limitações e da deterioração da aparência, o que dá origem a estes graves desajustes emocionais.”
Pressão e solidão
Os especialistas espanhóis indicam várias razões para o problema entre idosos, entre elas a pressão social por se manter eternamente jovem dentro dos padrões de beleza impostos pela moda, a a solidão, o estresse e a tendência a sofrer doenças degenerativas.
Segundo o estudo distribuído a cinco mil especialistas no Congresso que se reúne esta semana em Sevilha, 70% das mulheres europeias com mais de 65 anos se sentem descontentes com seu aspecto físico e estariam dispostas a fazer sacrifícios para melhorar.
Este caminho pela melhoria física é entendido como uma tentativa de se voltar atrás no tempo e recuperar a beleza de décadas passada ou permanecer eternamente jovem.
Para os médicos, as frustrações produzem depressões que podem acabar em perda de apetite ou compulsão alimentar.
Quando vivem sozinhos, segundo os especialistas, a vulnerabilidade é maior. O falecimento do cônjuge, a distância dos filhos e o início dos processos degenerativos podem facilitar o surgimento de transtornos alimentares.
“Quando você abre a sua geladeira e só encontra um pedacinho de queijo e dois ovos, aí está aparecendo o problema”, disse à BBC Brasil a nutricionista Teresa Añón, diretora do Instituto de Medicina Avançada de Valencia e participante do congresso de Sevilha.
Homens
A nutricionista afirmou que tratar o transtorno alimentar dos mais velhos é mais difícil do que o dos jovens por causa das doenças associadas ao envelhecimento.
Segundo o estudo, o número de casos de transtornos alimentares entre as mulheres é maior que nos homens, mas a diferença está diminuindo principalmente pelo aumento da incidência de casos entre homens gays.
Considerando as previsões demográficas da ONU que indicam que a Espanha será o país mais velho do mundo em 2050, o presidente da Confederação Espanhola de Organizações de Idosos e do Congresso de Sevilha, José Luis Méler, disse à BBC Brasil que “o mundo precisa de uma cultura de envelhecimento”.
“Porque chegar a idades avançadas ativo e com saúde é um privilégio. Por isso o lema deste congresso é a ‘arte de envelhecer’. Entendemos que viver a passagem do tempo de uma maneira positiva é uma ferramenta fundamental”.
A excelente reportagem da Folha equilíbrio mostra as novas descobertas sobre a osteoporose. Vale a pena estar informado.
Atente-se que uma das causas do aparecimento da osteoporose é a falta de estímulos para os ossos da extremidade, função que o exercício pode cumprir muito bem. Busque uma orientação segura e de um profissional qualificado com o Método Mais Vida (contato@metodomaisvida.com.br / Fones: (11) 7871.4162).
Chave da osteoporose pode estar no crânio, revela estudo
da Efe – Washington (19/12/2009)
A chave da osteoporose pode estar nas diferenças que existem entre os ossos do crânio e os das extremidades, revelou um estudo realizado pela Universidade de Londres e divulgado nesta sexta-feira (18) pela revista PLoS ONE.
A osteoporose é o enfraquecimento nos ossos de braços e pernas devido, principalmente, à falta de exercício nas extremidades.
O problema se agrava com o passar dos anos, especialmente em mulheres que já passaram pela menopausa, época em que os níveis de estrogênio diminuem.
Por outro lado, os ossos do crânio, que não sofrem pressões decorrentes do movimento, são particularmente resistentes às fraturas.
Para determinar a origem dessas diferenças, cientistas da Universidade de Londres analisaram os ossos de roedores correspondentes tanto aos das extremidades como aos do crânio. Realizaram, então, um detalhado estudo genético de ambos os tipos de células ósseas.
Segundo explicaram no relatório sobre a pesquisa, em cerca de 4% do genoma houve atividades diferentes nas células.
Também descobriram que o tratamento com estrogênio tinha um maior efeito nas células ósseas das extremidades.
As diferenças são tão grandes que é possível que apareçam já nos primeiros momentos de vida, provavelmente quando os ossos começam a se formar, ainda no ventre da mãe.
“A pesquisa é promissora, pois nos revela por que os ossos do crânio se mantêm fortes apesar da passagem dos anos, em comparação com os de braços e pernas”, explica Simon Rawlinson, professor de biologia da Universidade de Londres.
“Agora, compreendemos melhor o fenômeno e também compreendemos melhor a osteoporose. Com isso se abriram novas frentes na investigação na busca de um tratamento ou da prevenção da doença”, assinalou.
Atente-se que uma das causas do aparecimento da osteoporose é a falta de estímulos para os ossos da extremidade, função que o exercício pode cumprir muito bem. Busque uma orientação segura e de um profissional qualificado com o Método Mais Vida (contato@metodomaisvida.com.br / Fones: (11) 7871.4162).
Chave da osteoporose pode estar no crânio, revela estudo
da Efe – Washington (19/12/2009)
A chave da osteoporose pode estar nas diferenças que existem entre os ossos do crânio e os das extremidades, revelou um estudo realizado pela Universidade de Londres e divulgado nesta sexta-feira (18) pela revista PLoS ONE.
A osteoporose é o enfraquecimento nos ossos de braços e pernas devido, principalmente, à falta de exercício nas extremidades.
O problema se agrava com o passar dos anos, especialmente em mulheres que já passaram pela menopausa, época em que os níveis de estrogênio diminuem.
Por outro lado, os ossos do crânio, que não sofrem pressões decorrentes do movimento, são particularmente resistentes às fraturas.
Para determinar a origem dessas diferenças, cientistas da Universidade de Londres analisaram os ossos de roedores correspondentes tanto aos das extremidades como aos do crânio. Realizaram, então, um detalhado estudo genético de ambos os tipos de células ósseas.
Segundo explicaram no relatório sobre a pesquisa, em cerca de 4% do genoma houve atividades diferentes nas células.
Também descobriram que o tratamento com estrogênio tinha um maior efeito nas células ósseas das extremidades.
As diferenças são tão grandes que é possível que apareçam já nos primeiros momentos de vida, provavelmente quando os ossos começam a se formar, ainda no ventre da mãe.
“A pesquisa é promissora, pois nos revela por que os ossos do crânio se mantêm fortes apesar da passagem dos anos, em comparação com os de braços e pernas”, explica Simon Rawlinson, professor de biologia da Universidade de Londres.
“Agora, compreendemos melhor o fenômeno e também compreendemos melhor a osteoporose. Com isso se abriram novas frentes na investigação na busca de um tratamento ou da prevenção da doença”, assinalou.
Postura do Idoso e a Flexibilidade (parte 2)
Publicado em 24/08/2009 em Envelhecimento
Seja o primeiro a comentar!
Profa. Ms Gizele Monteiro
A perda de flexibilidade que ocorre com o processo de envelhecimento está bastante relacionada às mudanças posturais. Um aumento da cifose torácica leva a um grande encurtamento de músculos como os peitorais (maior e menor), paravertebrais, etc.
Essa postura alterada também está relacionada com a perda na qualidade de movimento.
Estudos comparam grupos de idosos com histórico de queda e outro sem histórico de queda e observam que a falta de equilíbrio, de força de membro inferior e da flexibilidade de quadril e tornozelo podem contribuir para a queda do idoso.
O aumento da amplitude de movimento (flexibilidade) é importante para a manutenção de equilíbrio. Os flexores do quadril e joelho precisam ser alongados, pois são encurtados principalmente em idosos sedentários, que ficam sentados durante longos períodos do tempo. Exercícios para esses grupamentos musculares devem fazer parte de um programa para a prevenção de quedas.
A restrição de amplitude no ombro foi encontrada como a mais freqüente, sendo achada em 27% dos idosos. Lembramos que uma perda na amplitude de movimento dessa articulação compromete os movimentos do membro superior, alterando dessa forma a qualidade de movimento, e, dependendo do grau dessa perda, a qualidade de vida do indivíduo, uma vez que ele poderá ter dor ou não realizar uma ação que deseja.
A redução observada estava associada à falta de movimentos amplos da articulação escápulo-umeral e não à incapacidade funcional proporcionada pela idade”. Essa redução pode ser atribuída à alteração no tecido periarticular, tal como um aumento das ligações cruzadas de colágeno, tornando os tecidos mais rígidos.
O Método Mais Vida traz um programa direcionado para as necessidades funcioanais do idoso. O programa conta com exercícios para todas as necessidades posturais sendo que o aluno ainda passa por uma avaliação postural a qual mostra suas necessidades individuais além daquelas produzidas pelo envelhecimento.
Publicado em 24/08/2009 em Envelhecimento
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Profa. Ms Gizele Monteiro
A perda de flexibilidade que ocorre com o processo de envelhecimento está bastante relacionada às mudanças posturais. Um aumento da cifose torácica leva a um grande encurtamento de músculos como os peitorais (maior e menor), paravertebrais, etc.
Essa postura alterada também está relacionada com a perda na qualidade de movimento.
Estudos comparam grupos de idosos com histórico de queda e outro sem histórico de queda e observam que a falta de equilíbrio, de força de membro inferior e da flexibilidade de quadril e tornozelo podem contribuir para a queda do idoso.
O aumento da amplitude de movimento (flexibilidade) é importante para a manutenção de equilíbrio. Os flexores do quadril e joelho precisam ser alongados, pois são encurtados principalmente em idosos sedentários, que ficam sentados durante longos períodos do tempo. Exercícios para esses grupamentos musculares devem fazer parte de um programa para a prevenção de quedas.
A restrição de amplitude no ombro foi encontrada como a mais freqüente, sendo achada em 27% dos idosos. Lembramos que uma perda na amplitude de movimento dessa articulação compromete os movimentos do membro superior, alterando dessa forma a qualidade de movimento, e, dependendo do grau dessa perda, a qualidade de vida do indivíduo, uma vez que ele poderá ter dor ou não realizar uma ação que deseja.
A redução observada estava associada à falta de movimentos amplos da articulação escápulo-umeral e não à incapacidade funcional proporcionada pela idade”. Essa redução pode ser atribuída à alteração no tecido periarticular, tal como um aumento das ligações cruzadas de colágeno, tornando os tecidos mais rígidos.
O Método Mais Vida traz um programa direcionado para as necessidades funcioanais do idoso. O programa conta com exercícios para todas as necessidades posturais sendo que o aluno ainda passa por uma avaliação postural a qual mostra suas necessidades individuais além daquelas produzidas pelo envelhecimento.
CURSOS PARA CUIDADORES DE IDOSOS
Curso de Psicologia do Envelhecimento: O idoso e o cuidador
Ministrado por: Luciene C. Miranda.
Público-alvo: Profissionais e estudantes da área de saúde além de Cuidadores de Idosos.
Conteúdo do curso: Aborda a relação entre psicologia e desenvolvimento humano, modelos de envelhecimento, qualidade de vida no envelhecimento ativo, qualidade de vida do idoso dependente e do Cuidador.
Investimento: R$98,00 Carga horária: 30 horas.
Emissão de certificado ao final do curso
Efetuar Matrícula Saiba Mais
Curso de Cuidador de Idosos – Módulo Básico
Ministrado por Márcio Borges.
Público-alvo: O curso é uma oportunidade para os Cuidadores de Idosos se capacitarem teoricamente e adquirir conhecimentos básicos sobre gerontologia (ciência que estuda o envelhecimento humano).
Conteúdo do curso: Aborda o envelhecimento no Brasil, o Estatuto do Idoso, a profissão de Cuidador de Idosos, os direitos trabalhistas do Cuidador de Idosos, os grandes problemas na saúde dos idosos, a comunicação com o idoso e sua família, as rotinas no trabalho com o idoso dependente e o cuidado que o Cuidador deve ter consigo mesmo.
Investimento: R$98,00 Carga horária: 30 horas.
Emissão de certificado ao final do curso
Efetuar Matrícula Saiba Mais
Curso de introdução ao estudo do envelhecimento humano
Ministrado por Márcio Borges
Público-alvo: Este curso é recomendado à todas as pessoas que se interessam em aprofundar os conhecimentos relacionados ao envelhecimento humano, a familiares de idosos e profissionais e estudantes da área de saúde.
Conteúdo do curso: Aborda o crescimento populacional da terceira idade, a gerontologia e geriatria, os envelhecimentos possíveis, a independência e autonomia do idoso, memória e envelhecimento, as grandes síndromes geriátricas, o Estatuto do idoso e Políticas Públicas.
Investimento: R$98,00 Carga horária: 30 horas.
Emissão de certificado ao final do curso
Efetuar Matrícula Saiba Mais
Curso para profissionais e cuidadores de idosos com demência
Ministrado por Márcio Borges.
Público-alvo: Este curso é indicado para Cuidadores de Idosos e profissionais da área de saúde que já trabalham com idosos portadores da doença de Alzheimer ou desejam conhecer a maneira correta de lidar com esta doença.
Conteúdo do curso: Aborda noções sobre o envelhecimento, demências e Doença de Alzheimer, as rotinas para o idoso com demência, a melhor forma de comunicar com o idoso, os problemas de comportamento dos idosos, os dilemas éticos e os cuidados necessários com os Cuidadores e a família dos idosos dependentes. Possui carga horária de 30 horas.
Investimento: R$98,00 Carga horária: 30 horas.
Ministrado por: Luciene C. Miranda.
Público-alvo: Profissionais e estudantes da área de saúde além de Cuidadores de Idosos.
Conteúdo do curso: Aborda a relação entre psicologia e desenvolvimento humano, modelos de envelhecimento, qualidade de vida no envelhecimento ativo, qualidade de vida do idoso dependente e do Cuidador.
Investimento: R$98,00 Carga horária: 30 horas.
Emissão de certificado ao final do curso
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Curso de Cuidador de Idosos – Módulo Básico
Ministrado por Márcio Borges.
Público-alvo: O curso é uma oportunidade para os Cuidadores de Idosos se capacitarem teoricamente e adquirir conhecimentos básicos sobre gerontologia (ciência que estuda o envelhecimento humano).
Conteúdo do curso: Aborda o envelhecimento no Brasil, o Estatuto do Idoso, a profissão de Cuidador de Idosos, os direitos trabalhistas do Cuidador de Idosos, os grandes problemas na saúde dos idosos, a comunicação com o idoso e sua família, as rotinas no trabalho com o idoso dependente e o cuidado que o Cuidador deve ter consigo mesmo.
Investimento: R$98,00 Carga horária: 30 horas.
Emissão de certificado ao final do curso
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Curso de introdução ao estudo do envelhecimento humano
Ministrado por Márcio Borges
Público-alvo: Este curso é recomendado à todas as pessoas que se interessam em aprofundar os conhecimentos relacionados ao envelhecimento humano, a familiares de idosos e profissionais e estudantes da área de saúde.
Conteúdo do curso: Aborda o crescimento populacional da terceira idade, a gerontologia e geriatria, os envelhecimentos possíveis, a independência e autonomia do idoso, memória e envelhecimento, as grandes síndromes geriátricas, o Estatuto do idoso e Políticas Públicas.
Investimento: R$98,00 Carga horária: 30 horas.
Emissão de certificado ao final do curso
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Curso para profissionais e cuidadores de idosos com demência
Ministrado por Márcio Borges.
Público-alvo: Este curso é indicado para Cuidadores de Idosos e profissionais da área de saúde que já trabalham com idosos portadores da doença de Alzheimer ou desejam conhecer a maneira correta de lidar com esta doença.
Conteúdo do curso: Aborda noções sobre o envelhecimento, demências e Doença de Alzheimer, as rotinas para o idoso com demência, a melhor forma de comunicar com o idoso, os problemas de comportamento dos idosos, os dilemas éticos e os cuidados necessários com os Cuidadores e a família dos idosos dependentes. Possui carga horária de 30 horas.
Investimento: R$98,00 Carga horária: 30 horas.
O CUIDADOR E A AOMPAIXÃO
A sabedoria dos ensinamentos budistas me encanta e sempre que os “maremotos” tentam me desequilibrar, em meio às ondas do Alzheimer, busco-a para nela fortalecer meu espírito.
Nessas três últimas semanas, vivendo a minha incessante luta para oferecer à minha mãe as melhores condições para manutenção de sua qualidade de vida, tenho me deparado com a dificuldade de encontrar profissionais com perfil e capacitação para exercer as funções de um bom cuidador.
Foi assim que, um tanto angustiada pela situação, busquei reler trechos do ‘Livro Tibetano do Viver e Morrer’, de autoria do professor budista do Tibete – Sogyal Rinpoche e voltei a me emocionar com o belíssimo capítulo que discorre sobre a compaixão, cujo pequeno trecho que escolhi para dividir com vocês diz assim: “…a compaixão é uma coisa muito maior e mais nobre do que sentir dó. Quando você sente dó, as raízes desse sentimento estão deitadas no medo e num sentimento de arrogância e condescendência, às vezes até um presunçoso ‘ainda bem que isso não é comigo’.”
Em continuidade ao trecho acima destacado, o autor faz referência a Stephen Levine (autor e professor de meditação guiada e cura técnicas – ‘Healing’) que, de forma delicada e preciosa, faz-nos compreender o significado desse nobre sentimento:
“Quando seu medo toca a dor de alguém, torna-se piedade; quando seu amor toca a dor de alguém, torna-se compaixão’.”
Aqui no site, temos debatido sobre as qualidades e o perfil necessário para que se possa cuidar de nossos idosos. Falamos do respeito, da paciência, da dedicação, do carinho, do senso de humor e, sobretudo, falamos do amor. Hoje, quero falar e refletir sobre a compaixão.
Diante do entra e sai de candidatas – com ou sem curso de capacitação – que se oferecem para exercer a atividade de cuidadora de minha mãe, pelo que tenho observado durante os períodos de experiência, além de uma visão equivocada sobre a questão do que seja cuidar de alguém, a grande maioria demonstra inabilidade para exercer a profissão.
Explico: quando se encontra alguém com perfil que se encaixa nos níveis aceitáveis de educação doméstica, princípios éticos, noções básicas de higiene, faltam-lhe as habilidades específicas necessárias para interagir com o idoso portador de DA e a motivação para aprendê-las. Por outro lado, aquelas que se enquadram num perfil mais próximo do desejado, enfrentam o problema de não terem com quem deixar seus filhos, pois não há creches gratuitas e confiáveis para cuidar dos pequenos enquanto cumprem suas jornadas de trabalho.
Claro está que a questão social e cultural tem um peso significante quando levamos em consideração os níveis de escolaridade muito baixos, a precária situação econômica e o preconceito em relação aos idosos – principalmente os dependentes que são vistos como pessoas que já não mais possuem vontade própria ou direito a ter suas preferências.
A reflexão que pretendo estimular aqui é de que esse não é simplesmente um problema de profissionais com capacitação técnica, mas de se poder contar com pessoas que possuam habilidades próprias para lidar com a fragilidade humana.
Nos últimos tempos, tenho tido a sensação de que o ser humano – com medo dos próprios sentimentos e para não se arriscar a expor a sua própria fragilidade – torna-se aquele fazedor de tarefas sem muito envolvimento ou compromisso com o que faz. Percebe-se claramente o medo, a rejeição e a impaciência. Minha mãe também percebe e costuma demonstrar isso se recusando a ser tocada ou cuidada por aquela pessoa. Mas, vocês devem estar perguntando, o que tem isso a ver com compaixão?
Digo-lhes: tem tudo a ver! A compaixão de que nos fala o Prof. Rinpoche e que o Prof. Stephen Levine reafirma, nenhuma relação tem com pena ou piedade. A compaixão é o mergulho consciente no reconhecimento da nossa condição humana, sujeita aos mesmos ciclos de sofrimentos, fraquezas e fragilidades de qualquer ser vivente.
Ela é, portanto, a fonte de onde brota a solidariedade, o perdão, o serviço. É o “amar ao próximo como a si mesmo” como nos ensinou Cristo. Sem dúvida alguma, é a genuína e essencial sensibilidade que nos capacita olhar para outro ser humano, vendo a nós mesmos naquela condição e situação em que se encontra.
Enfim, conforme afirma Leonardo Boff em seu texto ‘Saber Cuidar – Ética do Humano’: “Tudo começa com o sentimento. É o sentimento que nos faz sensíveis ao que está à nossa volta, que nos faz desgostar. É o sentimento que nos une às coisas e nos envolve com as pessoas… É o sentimento que torna pessoas, coisas e situações importantes para nós. Esse sentimento profundo, repetimos, se chama cuidado.”
Meu grande abraço e uma boa semana para todos.
Gracinha Medeiros
A sabedoria dos ensinamentos budistas me encanta e sempre que os “maremotos” tentam me desequilibrar, em meio às ondas do Alzheimer, busco-a para nela fortalecer meu espírito.
Nessas três últimas semanas, vivendo a minha incessante luta para oferecer à minha mãe as melhores condições para manutenção de sua qualidade de vida, tenho me deparado com a dificuldade de encontrar profissionais com perfil e capacitação para exercer as funções de um bom cuidador.
Foi assim que, um tanto angustiada pela situação, busquei reler trechos do ‘Livro Tibetano do Viver e Morrer’, de autoria do professor budista do Tibete – Sogyal Rinpoche e voltei a me emocionar com o belíssimo capítulo que discorre sobre a compaixão, cujo pequeno trecho que escolhi para dividir com vocês diz assim: “…a compaixão é uma coisa muito maior e mais nobre do que sentir dó. Quando você sente dó, as raízes desse sentimento estão deitadas no medo e num sentimento de arrogância e condescendência, às vezes até um presunçoso ‘ainda bem que isso não é comigo’.”
Em continuidade ao trecho acima destacado, o autor faz referência a Stephen Levine (autor e professor de meditação guiada e cura técnicas – ‘Healing’) que, de forma delicada e preciosa, faz-nos compreender o significado desse nobre sentimento:
“Quando seu medo toca a dor de alguém, torna-se piedade; quando seu amor toca a dor de alguém, torna-se compaixão’.”
Aqui no site, temos debatido sobre as qualidades e o perfil necessário para que se possa cuidar de nossos idosos. Falamos do respeito, da paciência, da dedicação, do carinho, do senso de humor e, sobretudo, falamos do amor. Hoje, quero falar e refletir sobre a compaixão.
Diante do entra e sai de candidatas – com ou sem curso de capacitação – que se oferecem para exercer a atividade de cuidadora de minha mãe, pelo que tenho observado durante os períodos de experiência, além de uma visão equivocada sobre a questão do que seja cuidar de alguém, a grande maioria demonstra inabilidade para exercer a profissão.
Explico: quando se encontra alguém com perfil que se encaixa nos níveis aceitáveis de educação doméstica, princípios éticos, noções básicas de higiene, faltam-lhe as habilidades específicas necessárias para interagir com o idoso portador de DA e a motivação para aprendê-las. Por outro lado, aquelas que se enquadram num perfil mais próximo do desejado, enfrentam o problema de não terem com quem deixar seus filhos, pois não há creches gratuitas e confiáveis para cuidar dos pequenos enquanto cumprem suas jornadas de trabalho.
Claro está que a questão social e cultural tem um peso significante quando levamos em consideração os níveis de escolaridade muito baixos, a precária situação econômica e o preconceito em relação aos idosos – principalmente os dependentes que são vistos como pessoas que já não mais possuem vontade própria ou direito a ter suas preferências.
A reflexão que pretendo estimular aqui é de que esse não é simplesmente um problema de profissionais com capacitação técnica, mas de se poder contar com pessoas que possuam habilidades próprias para lidar com a fragilidade humana.
Nos últimos tempos, tenho tido a sensação de que o ser humano – com medo dos próprios sentimentos e para não se arriscar a expor a sua própria fragilidade – torna-se aquele fazedor de tarefas sem muito envolvimento ou compromisso com o que faz. Percebe-se claramente o medo, a rejeição e a impaciência. Minha mãe também percebe e costuma demonstrar isso se recusando a ser tocada ou cuidada por aquela pessoa. Mas, vocês devem estar perguntando, o que tem isso a ver com compaixão?
Digo-lhes: tem tudo a ver! A compaixão de que nos fala o Prof. Rinpoche e que o Prof. Stephen Levine reafirma, nenhuma relação tem com pena ou piedade. A compaixão é o mergulho consciente no reconhecimento da nossa condição humana, sujeita aos mesmos ciclos de sofrimentos, fraquezas e fragilidades de qualquer ser vivente.
Ela é, portanto, a fonte de onde brota a solidariedade, o perdão, o serviço. É o “amar ao próximo como a si mesmo” como nos ensinou Cristo. Sem dúvida alguma, é a genuína e essencial sensibilidade que nos capacita olhar para outro ser humano, vendo a nós mesmos naquela condição e situação em que se encontra.
Enfim, conforme afirma Leonardo Boff em seu texto ‘Saber Cuidar – Ética do Humano’: “Tudo começa com o sentimento. É o sentimento que nos faz sensíveis ao que está à nossa volta, que nos faz desgostar. É o sentimento que nos une às coisas e nos envolve com as pessoas… É o sentimento que torna pessoas, coisas e situações importantes para nós. Esse sentimento profundo, repetimos, se chama cuidado.”
Meu grande abraço e uma boa semana para todos.
Gracinha Medeiros
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